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História & História Cultural


Ficha Técnica do Livro

Páginas:
136
Formato:
14,0 x 21,0 cm
Acabamento:
brochura
Editora:
Autêntica
ISBN:
9788575260784
Código:
177
Área temática:
História e Historiografia
Coleções:
História e reflexões
Edição:
Reimpressão:
2

Sinopse

“Se a História Cultural é chamada de Nova História Cultural é porque está dando a ver uma nova forma de a História trabalhar a cultura. Não se trata de fazer uma História do Pensamento ou de uma História Intelectual, ou ainda mesmo de pensar uma História da Cultura nos velhos moldes, a estudar as grandes correntes de idéias e seus nomes mais expressivos. Trata-se, antes de tudo, de pensar a cultura como um conjunto de significados partilhados e construídos pelos homens para explicar o mundo. A cultura é ainda uma forma de expressão e tradução da realidade que se faz de forma simbólica, ou seja, admite-se que os sentidos conferidos às palavras, às coisas, às ações e aos atores sociais se apresentam de forma cifrada, portanto, já um significado e uma apreciação valorativa.”

Sobre os autores

Sandra Jatahy Pesavento

Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul , mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo.Realizou três pós-doutoramentos em Paris. Professora convidada de várias instituições estrangeiras. Professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul no Departamento de História e no Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR). Atua na área de História, com ênfase em História do Brasil, trabalhando com os seguintes temas: história cultural, história cultural urbana, imaginário e representações, história e literatura, patrimônio e memória. Pesquisadora IA do CNPq e coordenadora nacional do GT em História Cultural da ANPUH.


Resenhas dos leitores

Antonia Vieira da Silva
5 estrelas

RESENHA: PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. 2º ed. – Belo Horizonte: autêntica, 2008. Antonia Vieira da Silva Universidade Estadual Vale do Acaraú Sandra Jatahy Pesavento, é historiadora graduada pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Doutora em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP). Pós – Doutorado nas áreas de Ciências Humanas e História do Brasil Imperial. Tem diversas publicações em artigos, livros, textos em jornais e revistas. Escreveu sobre a História e História Cultural do Brasil, na obra constam VIII capítulos, 132 páginas de pura História do Brasil. História Cultural do Brasil. A chamada Nova História Cultural. Em sua célebre obra o conceito de história já no primeiro capítulo Clio e a Grande Virada da História têm um significado bem diferente do habitual falado por outros historiadores, a história dos mitos, dos grandes heróis. A autora não desvaloriza a história tradicional, tem uma visão de mundo mais ampliada. “No tempo dos homens, e não mais dos deuses, Clio foi eleita a rainha das ciências, confirmando seus atributos de resgatar o passado e deter a autoridade da fala sobre fatos, homens e datas de um outro tempo, assinalando o que deve ser lembrado e celebrado” (p.7). É primeira metade do século XIX, o contexto histórico exige profundas transformações no campo social, político e científico e em precursores e redescobertas: a arqueologia da História Cultural, a autora relata grandes correntes de idéias contemporâneas e nomes mais expressivos como: Jules Michelet, Hegel, Kant, Jakob Burckhadt e muitos outros. Este é um capítulo técnico, mas, sobre escritores, filósofos e historiadores os quais contribuíram para arqueologia da História Cultural, pois era necessário analisar, compreender a realidade sóciopolítico e científica do momento. E é desse contexto que nasce às mudanças epistemológicas: a entrada em cena de um novo olhar, Pesavento S.J., deixa ver o lugar existencial e epistemológico do novo olhar da história cultural, representação construída sobre o mundo as quais fazem com que o homem reflita a sua realidade e a sua existência. Em busca de um método: as estratégias do fazer História, Pesavento finaliza esse capítulo com duas perguntas, mas mesmo com as interrogações finais, explica o que é o método. Na forma como a autora escreve, método significa “Comando”. Um pouco diferente da teoria metodológica quantitativa utilizada à história econômica, social e demográfica de “Falcon”. Para a autora, o historiador pesquisador é um detetive... Em busca de fontes, sintomas, vestígios para seus analises. Dentro do contexto sócio - político - cultural, correntes, campos temáticos e fontes: uma aventura da História surge a nova história, a alteração do quadro social e cultural exige da autora outra forma de abordagem para trabalhar a realidade cultural: mais objetiva, crítica e participante. Contudo há diferenças e semelhanças entre outras correntes anteriores, semelhanças nas objetividades, gosto por descrições minuciosas. E a diferença para Pesavento, está exatamente no plano das idéias, apesar de inúmeras correntes teóricas existentes ela procura explicar, e refletir as mudanças a serem seguidas. Em lugar de heróis, surgem pessoas comuns, cheias de problemas e limitações como qualquer um de nós. Difusão mundial: a História sem fronteiras, a autora afirma e confirma que a História Cultural não ficou preso a um único autor nem tão pouco a um país, ou instituição acadêmica. Foi e é difundida mundialmente por diversos historiadores, pesquisadores de muitos países e instituições acadêmicas, por isso é hoje uma história sem fronteiras. Também da ênfase a historiografia brasileira contemporânea nas pessoas dos autores Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda e suas respectivas obras Casa grande & Senzala e Raízes do Brasil, pela forma como eles abordam as mesmas novas temáticas da historiografia brasileira. E claro a própria Pesavento S. J. como historiadora, pesquisadora, divulgadora da historiografia contemporânea. Surgem os novos parceiros da história: nas fronteiras do conhecimento, as novidades no cenário político-cultural, a história cultural é caracterizada por verdade e ficção, entre real e não-real. E tem como novos parceiros a literatura, antropologia, arte, arquitetura e urbanismo, psicologia e a psicanálise. Representa o início de um novo processo que culmina numa forma diferenciada de conhecimentos, permitindo ao historiador diversas análises do seu objeto de pesquisa. “Trabalhar o imaginário da cidade, buscar a sua representação literária ou pictórica como forma de problematizar o urbano são algumas das questões lançadas pelo historiador” (p.113). A autora em os riscos da empreitada: alerta geral, relata sobre os riscos e desafios de quem deseja um lugar como historiador, pois há críticas, problemas e pontos de vistas de diferentes maneiras para se escrever a História Cultural. Foi da observação do contexto sócio-político que nasceu a História & História Cultural de Pesavento, recomendada ao público universitário especialmente aos estudantes e pesquisadores da área de História. A autora historiadora e pesquisadora Pesavento, S.J. manda um recado aos historiadores, “O historiador não precisa escrever sobre tudo em cada texto, nem é compulsório que recorra, explicitamente, às correlações entre todas as instâncias do real em cada texto ou pesquisa feita. Ele deve isso sim, ter sua bagagem de conhecimentos e leituras que lhe permitam recorrer sempre que se fizer necessário, e estabelecer a sua grade de correspondências” (p. 118). Obs.: Resenha feita na disciplina de Prática e Vivência do Curso de História da Universidade Estadual Vale do Acaraú

Daniel Moreira
4 estrelas

- A autora considera a representação como a categoria central da História Cultural, que foi incorporada pelos historiadores no século XX. - As representação consiste nas formas integradoras do grupo social, ou seja, suas normas, discursos, imagens, ritos etc. São essas normas que dão coesão e existência à determinada coletividade. São tais representações que fazem com que os homens percebam a realidade e “pautem a sua existência’”. Em suma, é a explicação da realidade compartilhada por pessoas que vivem em um determinado grupo. - Segundo a autora, “representar é estar no lugar de, é a personificação de um ausente” (p. 40). De forma magistral e precisa, a autora diz que o centro idéia é a substituição. - A representação é uma construção do real, ou seja, feita a partir dele. Não é a reprodução absoluta do ausente, mas verossimilhança. - A representação envolve processos de percepção, identificação, reconhecimento, classificação, legitimação e exclusão. - Nas palavras da autora, a força da representação se dá pela sua capacidade de mobilização e de produzir reconhecimento e legitimidade social. Sua força não está em sua veracidade, mas sim em sua verossimilhança. - Pesavento, citando Borudieu, diz que aquele que tem o poder simbólico – o representante – de dizer e fazer crer sobre o mundo tem o controle da vida social e expressa a supremacia conquistada em uma relação histórica de forças. - Uma das maiores dificuldades para o historiador, quando se debruça sobre a história cultural, é chegar até um reduto de sensibilidade e de investimento de construção do real que não são os do seu presente. - O passado só chega ao historiador através de representação, que terá como alicerces as fontes na qual ele se debruça. - Um outro elemento que complementa e faz parte da história cultural é o imaginário. Este, como um sistema de idéias e imagens de representação coletiva que os homens, em todas as épocas, construíram para si, dando sentido ao mundo. O imaginário é um saber-fazer que organiza o mundo, produzindo a coesão ou o conflito. Esse imaginário é próprio do ser humano. Segundo Le Goff, tudo aquilo que o homem considera sendo o real é o próprio imaginário. - Para Lucian Boia, o imaginário consiste na dupla acepção perceptiva: fantasia e real. Ambos não se excluem, mas formam um magma coerente. - Mas nem sempre foi assim. Com o racionalismo cartesiano, essa concepção era de total separação, excludentes. Razão não se compatibiliza com fantasia. Eis a dicotomia existente entre os termos: real e não-real. - Outro ponto chave dentro da História cultural é a narrativa. Esta entendida como a narração dos fatos ocorridos.Tida pelos críticos marxistas como uma mera consecução de fatos, a narrativa assumiu um outro papel, diferente daquele entendido por seus críticos, qual seja, quando utilizada pelo historiador deve ela estar valida de retórica, de escolhas de palavras que constrói os argumentos, de escolha de linguagem e do tratamento dado ao texto. - A narrativa do historiador almeja ocupar o lugar do passado narrado, substituindo-o. è pois, novamente representação, por que organiza os traços deixados pelo passado e se propõe como sendo a verdade do acontecido. O mais certo a ser feito pelo historiador seria, em sua narrativa, afirma que a História estabelece regimes de verdade, e não de certezas absolutas. - Segundo a autora, outro conceito surge no âmago da História Cultural: o da ficção. - Ao adotar essa postura ficcional, a história estaria se rendendo ao campo da literatura em detrimento de seu cientificismo, tão caro. - Segundo alguns autores, as barreiras entre ficção e história são móveis. Pois toda narrativa historiografia comporta elementos que visam levar o leitor a uma realidade fora do texto, à qual ele só acede pelo imaginário. - Um último conceito ainda tratado pela autora é o da sensibilidade. Seria esta a percepção e tradução da experiência humana no mundo. Essa elaboração do real se faz através dos sentidos, aquilo que é sensível, trazendo um olhar atento ao subjetivo, ao particular. - Dentro dessa perspectiva, a história Cultural resgata o cotidiano das pessoas simples, não das que outrora era centralizadora, como a história biográfica das grandes figuras políticas e revolucionárias. - São as sensibilidades que correspondem àquele objeto a capturar no passado, à própria energia da vida.

Aroldo C. Alves
4 estrelas

Gostaria que alguém me desse um resumo entendível deste livro, estou tendo dificuldade em endedê-lo, por tratar de um leitura muito complexa, obrigado

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