“A possibilidade de integração interdisciplinar na produção do entendimento das culturas exige um esforço reflexivo para que não se produzam teorias e conceitos que reforcem a dicotomia entre vivência e legado histórico. O patrimônio é vivo e é necessário adiantar que é impossível colocá-lo na prateleira expositiva de nossa memória, como a colecionar lembranças curiosas, a despeito de esse procedimento ser mais fácil e usual. Material ou imaterial, as construções culturais são parte de um uníssono de experiências históricas, vivificadas de forma integrada, portanto, dinâmicas no tempo. Esse dinamismo é, ao mesmo tempo, diacrônico e sincrônico, e, assim, a construção de um modelo de interpretação do passado e a transformação desse modelo em atrativo turístico devem considerar e dignificar a vivência presente como parte de um todo cultural.”
José Newton Coelho Meneses
Mestre em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de História, com ênfase em História de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: história de minas gerais, história epidemiológica, história da educação, história cultural, alimentação, economia, ofícios mecânicos e patrimônio cultural.
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