Este livro reúne elementos históricos sobre a formação do Brasil em seu caráter étnico, identitário e cultural e mostra ao leitor as contribuições dos Bantos nesse processo. Além disso, Nei Lopes estabelece novos parâmetros sobre a relação entre islamismo e negritude. À guisa de seu envolvimento com a resistência cultural negra no Brasil e na África, apresenta ao leitor uma face da história ignorada por grande parte dos brasileiros.
Sobre Nei Lopes, em Épuras do social: como podem os intelectuais trabalhar para os pobres (São Paulo: Global, 2004), escreveu o professor Joel Rufino dos Santos:
“[...] Nei é um híbrido que ironiza (no sentido socrático de contra-ideologia) suas duas metades. É um aglutinador de pobres negros suburbanos e intelectuais propriamente ditos.”
Nei Braz Lopes
Bacharel em Direito e Ciências Sociais pela antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nei Lopes é poeta, músico popular e estudioso das matrizes africanas na cultura brasileira. Em 2005, foi agraciado pelo governo federal com a medalha da Ordem do Mérito Cultural pelo conjunto de sua obra como músico e intelectual.
Artigos e resenhas sobre este livro:
Jogo das diferenças, O - O multiculturalismo e seus contextos
Adeus ao desenvolvimento: a opção do governo Lula
História entre a filosofia e a ciência, A
Economia política da mudança, A - Os desafios e os equívocos do início do governo Lula