
“A maioria das pessoas parece acreditar que a imagem, qualquer imagem, reflete essa ordem de coisas a que se costuma dar o nome de realidade. Na verdade, não é difícil crer nisso porque uma fotografia ou o conjunto de pixels que forma a imagem de TV, por exemplo, parecem ter uma função análoga à do espelho, isto é, parecem dar conta cabal daquilo que apresentam. Entretanto, como diz Freud (ora, mas Freud não diz. Só faço uso dessa pretensa citação porque estou escrevendo em palavras, palavra é signo, e signo eu posso usar tanto para dizer a verdade quanto para mentir), a coisa não é bem assim. Há uma grande diferença entre o que o espelho espelha e o que as outras imagens mostram. Acho bom explicar-me.”
Julio Pinto
Ph.D em Semiótica pela University of North Carolina em Chapel Hill, EUA. Fez estudos de pós-doutoramento na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. Professor de Semiótica da PUC Minas, onde coordena o Programa de Pós-graduação em Comunicação Social e o grupo de pesquisa em Poéticas Audiovisuais.
Narrativas telemáticas
Na mídia, na rua: Narrativas do cotidiano
Série narrativas do cotidiano
Imagens do Brasil - Modos de ver, modos de conviver