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Filosofia, aprendizagem, experiência


Ficha Técnica do Livro

Páginas:
360
Formato:
15,5 x 22,5 cm
Acabamento:
brochura
Editora:
Autêntica
ISBN:
9788575263464
Código:
10191
Área temática:
Filosofia e estudos culturais
Edição:

Sinopse

A obrigatoriedade do ensino de filosofia como disciplina nas três séries do Ensino Médio brasileiro faz renascer objeções: não haveria professores de filosofia suficientes ou bem formados; ela seria uma disciplina “elevada” demais para os alunos; a filosofia seria menos útil ou atual que a ciência ou a tecnologia… Muitos contra-argumentos apresentados para defender a filosofia não esclarecem a questão: ela iria lograr, como se fosse mágica e dona exclusiva do pensamento, a formação de cidadãos críticos, responsáveis ou democráticos. Ou então ela conseguiria, em termos muito próximos do discurso publicitário, formar seres criativos.
Os textos que compõem o presente livro não oferecem respostas rápidas ou fáceis. Não estão escritos “a favor ou contra” ou para convencer ninguém, mas ajudam a pensar algumas questões básicas, cruciais, que qualquer interessado na filosofia deveria se colocar para pensar seus alcances educacionais. Embora as posições aqui apresentadas sejam diversas, algumas conclusões interessantes podem ser extraídas: não é evidente ou certo que a filosofia possa ser ensinada, muito menos numa instituição como a escola, que a maioria dos jovens freqüenta porque deve fazê-lo, mas não encontra sentido algum nela com os dramáticos problemas que tem a escola brasileira atual, em particular a escola pública. E também não é seguro que ela possa ser aprendida, porque não há como garantir uma relação afetiva com o pensamento, num contexto em que o pensar não é estimulado nem valorizado. A conclusão é paradoxal: embora incerto, o ensino de filosofia é também imperativo, pelo menos para todos aqueles que pensam que a filosofia tem um compromisso insubstituível com a vida, com a transformação do que se pensa e do que se sabe para, digamo-lo com Nietzsche, poder tornar-se “o que se é”.

Sobre os autores

Siomara Borba

Siomara Borba é professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi pesquisadora do CNPq e do Programa Prô-ciência. Coordenou e participou de diversos projetos de investigação, com particular interesse para as relações entre conhecimento e educação. Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ e parecerista ad-hoc e representante no comitê científico do Grupo de Trabalho em Filosofia da Educação da Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (ANPEd).

Walter Kohan

Walter Kohan é professor titular de Filosofia da Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Suas áreas de interesse são Filosofia da Educação, Filosofia antiga, Filosofia francesa contemporânea, Formação de professores e Ensino de Filosofia. Pesquisador do CNPq e do Prociência/UERJ/ FAPERJ, é vice-coordenador do Grupo de Trabalho “Filosofar e ensinar a Filosofar” da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF). Foi presidente do Conselho Internacional para a Investigação Filosófica com Crianças (ICPIC). Fez estudos de pós-doutorado na Universidade de Paris 8. Coordena o Projeto “Em Caxias, a filosofia en-caixa?” contemplado pelo Edital de Apoio a melhoria de ensino nas escolas público do Rio de Janeiro da FAPERJ. Publicou, entre outros, Filosofia na escola pública (Petrópolis: Vozes, 1999); Infância. Entre educação e filosofia. (Belo Horizonte: Autêntica, 2003) e Filosofia para crianças (Rio de Janeiro: DP&A, 2000).


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