
Não é de hoje que a violência urbana e a falta de segurança, principalmente nas grandes cidades, preocupam a população. Mas o que dizer quando a violência chega também às escolas de forma explícita e terrivelmente ameaçadora, pondo em risco a integridade física e psicológica de todos que nela estão e colocando em xeque as finalidades e atribuições que justificam sua existência? Como estão a auto-estima e a motivação dos diferentes sujeitos escolares para cumprir seus papéis e levar adiante a missão da escola de promover cidadania e formar cidadãos comprometidos socialmente? Como pode a instituição sobreviver a esse estado que deteriora suas relações internas e externas?
Essas são algumas das questões que permeiam a discussão proposta neste livro, enriquecida pelo trabalho de campo realizado pelos autores, o que permitiu a eles enxergar de perto a face dessa violência, que adentrou os portões da escola e vem tornando-a um espaço marcado pela desordem e pela agressividade – reflexos do que acontece na sociedade contemporânea –, refém do medo e vitimizada pela impunidade, pelas drogas e pela violência gratuita.
Luiz Alberto Oliveira Gonçalves
Mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, concluiu em 1994 o doutorado em Sociologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales.Em seguida, fez o pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais, consultor Técnico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, membro do comitê técnico da Fundação Carlos Chagas e consultor técnico da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais.
Artigos e resenhas sobre este livro:
Educação, cidade e cidadania - Leituras de Experiências Socioeducativas
Currículo e políticas públicas
Mídia & Educação
Jogo das diferenças, O - O multiculturalismo e seus contextos
Dicionário de gêneros textuais
Alfabetização de jovens e adultos - Em uma perspectiva de letramento
Diversidade cultural vai ao cinema, A
Novas tecnologias - Educação e sociedade na era da informação