
Quem se deu ao justo lazer de uma ida ao cinema para assistir a filmes recentes reparou o número dos que têm a escola como foco. Os patéticos contrastes postos em Pro dia nascer feliz, retratos sem retoques de muitas de nossas escolas, se cruzam com o trágico da escola francesa no filme Entre os muros da escola, passando pelo contexto de violência que cerca nossos estabelecimentos em Verônica. Dentro de um quadro em que dominam o precário, o distanciamento, a discriminação e a violência, parece que se salvam os professores. São eles ainda que, mesmo estafados, trazem consigo o horizonte da emancipação, da concepção fundante da escola democrática e na contracorrente de um sistema individualista, competitivo e absorvente. Esse retrato não é infundado. Estamos diante de um realismo cruel e contraditório que nos assusta. Por outro lado, nunca a educação escolar esteve tanto na pauta dos mais diversos atores sociais. E por que se chegou a esse resultado? Mais do que isso: como se deixou chegar a tal ponto em que uma profissão e uma instituição capazes de fluir de uma concepção emancipatória se veem extenuadas, pouco atraentes e sob o jugo do descrédito? Este livro nos ajuda a penetrar nessa área e, aí, buscar compreender os condicionantes de um processo de produção de uma realidade crítica, na qual se mesclam filosofias em ação como resultantes de políticas em curso nas diferentes conjunturas. Lê-lo é um convite a entender para transformar.
Política e gestão da educação
Reformas educacionais na América Latina e os trabalhadores docentes
Política e trabalho na escola - Administração dos sistemas públicos de educação básica
Aprendendo com a diferença - Estudos e pesquisas em educação de jovens e adultos
Relações e saberes na escola - Os sentidos do aprender e do ensinar
Letramento - Um tema em três gêneros
Programas infantis da TV, Os - Teoria e prática para entender a televisão feita para as crianças