
Um jovem professor retorna à comunidade onde começou sua atividade docente e, com olhos de pesquisador, pretende estranhar o que lhe era comum, percorrer de um modo novo as mesmas ruas e bairros, questionar o que sempre fora “natural”. Vai ao encontro de garotos e garotas adolescentes, estudantes de uma escola pública como tantas outras do Brasil. A paisagem pode nos parecer, à primeira vista, banal: afinal, a televisão, o cinema, as revistas e os livros estão a dizer, constantemente, como vivem esses garotos, o que eles e elas pensam, fazem, vestem, do que gostam, como falam, etc. Alex Branco Fraga não desconhece essas informações. Por certo, ele também teve acesso ao que psicólogos, estudiosos e comentaristas afirmam sobre essa “fase da vida”. Mas, talvez por desconfiar das verdades incontestes, ele se dispõe a esquecer, momentaneamente, todas as certezas já assentadas sobre a juventude e encontrar garotos e garotas de um modo mais “desarmado”.
Alex Branco Fraga
Licenciado em educação física pelo Instituto Porto Alegre da Igreja Metodista, possui mestrado e doutorado em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é professor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EsEF/UFRGS), onde atua nos cursos de graduação em educação física e no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano (PPGCMH). É coordenador da Comissão de Graduação da EsEF/UFRGS, editor da Revista Brasileira de Ciências do Esporte (RBCE), periódico do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) e compõe a coordenadoria do Núcleo da Rede CEDES do Ministério do Esporte na UFRGS.
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