As políticas públicas têm se caracterizado nas últimas décadas, no Brasil, por uma racionalidade técnica, instaurada por meio do paradigma político que pode ser identificado com o neopragmatismo. A lógica dessas políticas tem sido a institucionalização das determinações de organismos internacionais que vêem na Educação um dos meios para a adequação social às novas configurações do desenvolvimento do capital. Esses organismos, como é o caso do Banco Mundial, têm exigido dos países periféricos programas de ajuste estrutural visando à implantação de políticas macroeconômicas, que venham a contribuir para a redução dos gastos públicos e a relação de recursos necessários ao aumento de superávits na balança comercial, buscando com essas medidas aumentar a eficiência do sistema econômico. Para que esses países sejam incluídos no processo de globalização capitalista, essas exigências básicas têm uma influência direta sobre a determinação das políticas públicas, sobretudo àquelas de caráter social, tendo em vista os cortes no orçamento e a diminuição dos gastos públicos que as medidas recomendadas representam.
Luiz Alberto Oliveira Gonçalves
Mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, concluiu em 1994 o doutorado em Sociologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales.Em seguida, fez o pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais, consultor Técnico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, membro do comitê técnico da Fundação Carlos Chagas e consultor técnico da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais.
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