Segundo uma arraigada representação, dicionários são lugares de infinito conhecimento. Desde a Idade Média, registra-se a presença de sumas que evocam a ilimitada memória dos jardins do saber. Para navegar com segurança no vasto oceano do conhecimento humanístico, começam a multiplicar-se os dicionários em todas as áreas. Descendente dessa primorosa linhagem, o belo Dicionário Histórico das Minas Gerais – Período colonial vem preencher com excepcional qualidade uma lacuna. Bem escrito, bem apresentado, ancorado em preciosos verbetes, ele atende à necessidade de saber facilmente o que as palavras e os nomes querem dizer, captando todas as suas nuances. Multiplicando a capacidade de registrar, de fazer circular, de transmitir informações, ele inventaria fatos, figuras e processos dos mais aos menos conhecidos. Acompanhando a história da cultura, da sociedade, da política, da economia, o dicionário opera como uma das muitas próteses da memória. Prótese tão mais adequada quanto ela pode ser usada por todo o tipo de leitor. Memória tão mais necessária, quanto, neste país, tudo, ou quase tudo, se esquece. Mary Del Prioref
Adriana Romeiro
Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Campinas e mestrado e doutorado em História pela mesma universidade.Tem experiência na área de História , com ênfase em História do Brasil. Atuando principalmente nos seguintes temas: política, Brasil Colônia, Milenarismo.
Angela Vianna Botelho
Pós-graduada em História do Brasil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e professora de História da Rede Particular de Ensino.
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