01/01/2007 - Assessoria de Comunicação
Maneiras de ver e modos de viver a infância, especialmente a infância pobre, são apanhados na prescrição de cuidados higiênicos, nos processos de escolarização de meninos e de meninas, no internamento em instituições a ela destinadas, nas políticas de colonização com uso de menores órfãos e abandonados, nas práticas desviantes dos marginais e delinqüentes e nos castigos a eles impostos, nos brinquedos e nas brincadeiras violentas do universo infantil.
O livro trata dos sentidos da infância, das faces da exclusão e dos desafios da escolarização da infância. De modo a debruçar-se nessas temáticas, os autores abordam os dilemas da escolarização feminina no século XIX, menores em risco social e delinqüentes no século XIX e princípios do século XX à luz da legislação portuguesa. “Tomada como objeto histórico de muitas veredas, por meio delas somos levados a conhecer experiências da infância em lugares diversos: escolas, internatos, hospitais, asilos, ruas. O que é particular a Portugal e ao Brasil e o que neles se pode revelar universal na constituição da infância”.